Tuesday, February 21, 2006

A próxima estação

Este romance de Teoberto Landim é uma narrativa que elabora Thomas protagonista, e insere toda uma caracteristica de pensamento e percepção urbana para si, e sobre a própria literatura nesse novo tempo. Teoberto inscreve sua palavra na modelagem não modelar do que seria chamado de narrativa pós-moderna; ou de coisa nenhuma. O que mais uma vez reúne alternativa para o escritor: processo, possibilidade, fazer; que é o que parece interessar. Thomas é uma personagem destas expostas, desnarradas em fragmentação e que se antepõe a um narrador que também está exposto, e posto, para devorar, com capacidade onívora, as entranhas do leitor e jogá-lo ao limbo. Um desamor, um disfarce, uma melancolia de outra ordem, uma brasilidade inequestionável, mas sem precisar estabelecer lugar nenhum para acontecer. Porque a brasilidade de Thomas explode em plena Alemanha, na cidade de Colônia, pré-derrubada do muro de Berlin. E depois Thomas espalha-se, faz de tudo em qualquer lugar, está onde lhe é possível estar e existir. É um romance extremamente contemporâneo, vale a pena ler.

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